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Documento com mais de 4 mil páginas, que inclui pedido de indiciamento de Lulinha, foi encaminhado ao ministro André Mendonça, mas não deve gerar efeitos imediatos após rejeição no colegiado.
O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, recebeu os relatórios produzidos no âmbito da CPMI do INSS, que apurou irregularidades envolvendo recursos de aposentados e pensionistas. Entre os documentos encaminhados estão o parecer principal — que acabou rejeitado pela comissão — e uma versão alternativa apresentada por parlamentares alinhados ao governo.
De acordo com fontes próximas à Corte, não há previsão de consequências imediatas a partir do envio do material, sobretudo pelo fato de o relatório oficial, elaborado pelo deputado Alfredo Gaspar (União-AL), não ter sido aprovado pelos membros da comissão parlamentar.
O parecer principal, que ultrapassa 4 mil páginas, foi derrubado por 19 votos a 12, após articulação da base ligada ao governo.
O conteúdo do documento previa o indiciamento de diversas pessoas, incluindo Fábio Luís da Silva, conhecido como Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Por outro lado, o relatório alternativo, que sequer chegou a ser lido na sessão final, sugeria o indiciamento do ex-presidente Jair Bolsonaro, sob a acusação de supostamente “liderar uma organização criminosa” voltada ao desvio de recursos de beneficiários do INSS.
Esse documento paralelo também incluiu o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) entre os investigados por suposta participação na referida organização criminosa.
Ao todo, o relatório alternativo apresentou 130 pedidos de indiciamento e recomendou o aprofundamento das investigações envolvendo 201 pessoas. (Foto: reprodução; Fonte: R7)

Com informações de R7

