Brasília (DF) 03-04-2024 Senador Sergio Moro caminhando no senado Federal. Foto Lula Marques/ Agência Brasil
Foto: Lula Marques/ Agência Brasil
O senador Sergio Moro afirmou ter sido retirado da Comissão de Constituição e Justiça sem consulta prévia e declarou que votará contra a indicação de Jorge Messias ao STF, apontando insegurança do governo quanto à aprovação.
O senador Sergio Moro (PL-PR) manifestou críticas à articulação conduzida pelo governo na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, às vésperas da sabatina de Jorge Messias, indicado ao Supremo Tribunal Federal (STF).
Na avaliação do parlamentar, a alteração na composição do colegiado demonstra falta de confiança do Palácio do Planalto em relação à aprovação do nome indicado.
“O governo Lula não tem certeza da aprovação do ministro Jorge Messias para vaga no Supremo Tribunal Federal. Só isso explica a manobra imoral que adotaram hoje. Eu, membro da CCJ, fui surpreendido com a notícia, sem ter sido consultado, da minha substituição. Eu ocupava uma vaga do União Brasil, e a liderança do bloco, do MDB, me substituiu pelo senador Renan Filho. Tudo bem, é do jogo político, mas reflete a incerteza e a insegurança do governo Lula quanto à aprovação de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal”, declarou.
“Nessa circunstância, sou obrigado a adiantar que o meu voto será contra. O governo teme uma sabatina transparente, uma sabatina na qual os membros da oposição possam fazer as perguntas pertinentes ao ministro Jorge Messias”, disse Moro.
A indicação de Jorge Messias foi formalizada pelo Palácio do Planalto no dia 1º de abril. O advogado-geral da União foi escolhido para ocupar a vaga deixada por Luís Roberto Barroso, que se aposentou em outubro de 2025.
O processo ocorre em meio a outras mudanças recentes na composição de comissões do Senado. Em 14 de abril, durante a fase final da CPI do Crime Organizado, a formação do colegiado também passou por alterações pouco antes da votação do relatório, quando Moro e Marcos do Val foram retirados da comissão por decisão do bloco Democracia.

Com informações de Conexão Política

