Foto: Anwar AMRO/AFP via Getty Images
Forças israelenses atuaram para reparar o dano causado em uma aldeia católica no sul do Líbano, após a destruição de um crucifixo por um soldado, enquanto os responsáveis foram punidos disciplinarmente.
As Forças de Defesa de Israel (IDF) auxiliaram uma comunidade católica localizada no sul do Líbano na reposição de um crucifixo que havia sido destruído por um de seus soldados, que utilizou uma marreta para danificar a imagem, além de aplicar punições aos militares envolvidos no episódio.
“Em plena coordenação com a comunidade local de Debel, no sul do Líbano, a imagem danificada foi substituída por tropas das Forças de Defesa de Israel”, informou o exército israelense na rede social X ontem (21).
“O Comando Norte trabalhou para coordenar a substituição da estátua desde o momento em que recebeu o relatório do incidente”, acrescentaram. “As Forças de Defesa de Israel expressam profundo pesar pelo incidente e estão trabalhando para garantir que isso não volte a acontecer no futuro”.
A manifestação oficial ocorreu após a ampla divulgação, nas redes sociais, de uma imagem que mostra um soldado israelense desferindo golpes com uma marreta contra o rosto de Cristo em um crucifixo já danificado. O patriarca latino de Jerusalém, cardeal Pierbattista Pizzaballa, classificou o episódio como “uma grave afronta à fé cristã”.
Em uma comunicação distinta, as IDF afirmaram que o militar que aparece na imagem com a marreta, assim como o soldado responsável pelo registro fotográfico, foram punidos com 30 dias de detenção militar e afastados de suas funções de combate.
De acordo com o exército, outros seis soldados estavam presentes no momento do ocorrido, sem intervir ou relatar a situação. Esses militares foram chamados para “discussões de esclarecimento”, podendo ainda sofrer outras medidas disciplinares.
A investigação conduzida pelas IDF concluiu que o comportamento dos envolvidos “desviou-se completamente das ordens e valores das IDF”.
Segundo as Forças de Defesa de Israel: “Os procedimentos relativos à conduta com instituições e símbolos religiosos foram reforçados junto às tropas antes de sua entrada nas áreas em questão e serão reforçados novamente para todas as tropas na área devido ao incidente”.
O comunicado também destacou que o chefe do Estado-Maior das IDF, Eyal Zamir, “condenou o incidente e disse que ele constitui uma conduta inaceitável e uma falha moral, que ultrapassa em muito qualquer padrão aceitável e contradiz os valores das Forças de Defesa de Israel e a conduta esperada de suas tropas”.
Em nota divulgada pela Assembleia dos Ordinários Católicos da Terra Santa na última segunda-feira (20), Pizzaballa ressaltou que, apesar da destruição material, “a cruz permanece inatacável em seu significado”.
“Como diz o apóstolo são Paulo: Longe de mim gloriar-me, a não ser na cruz de nosso Senhor Jesus Cristo (cf. Gl 6,14 )”, afirmou o comunicado. “Para os crentes, a cruz permanece como fonte de dignidade, esperança e redenção, e como um chamado para vencer a violência por meio do amor sacrificial”.

Com informações de ACI Digital

