Foto: Eduardo Nicolau/Estadão Conteúdo/Arquivo
Ex-jogador afirma que valores de processo foram sacados sem autorização por advogada, mesmo após encerramento do vínculo profissional.
O ex-jogador Marcelinho Carioca procurou a polícia para denunciar um suposto caso de apropriação indébita, após constatar que quase R$ 500 mil oriundos de uma ação judicial foram retirados sem sua autorização, em São Paulo, com liberação ocorrida em 2025 e descoberta apenas em 2026.
O ex-atleta Marcelinho Carioca formalizou denúncia à polícia alegando ter sido vítima de apropriação indevida ao descobrir que aproximadamente R$ 479 mil, provenientes de um processo judicial do qual é beneficiário, já haviam sido sacados sem seu consentimento pela advogada que o representava na causa.
De acordo com o boletim de ocorrência registrado em fevereiro deste ano, na cidade de São Paulo, a quantia foi disponibilizada por meio de alvará judicial em janeiro de 2025, sem que o ex-jogador tivesse sido comunicado sobre a liberação.
Documentos obtidos pela reportagem apontam que o montante de R$ 479.427,92 foi liberado no dia 28 de janeiro de 2025, com pagamento efetuado em 30 de janeiro do mesmo ano. Um comprovante bancário referente ao resgate indica Marcelinho Carioca como beneficiário, porém o valor foi creditado em conta corrente vinculada à advogada.
Em depoimento prestado à polícia na última sexta-feira (17), o ex-jogador declarou que havia encerrado oficialmente sua relação profissional com a advogada em junho de 2024. Ainda assim, conforme relatado, a quantia foi movimentada meses depois sem qualquer ciência de sua parte.
Segundo o próprio Marcelinho, a descoberta ocorreu de maneira inesperada. Ele relatou que realizava uma transmissão ao vivo quando um internauta comentou sobre o andamento do processo envolvendo a massa falida das empresas “Fazendas Reunidas Boi Gordo”.
“Desconfiado, o declarante foi verificar o andamento de seu processo junto ao site do Tribunal, quando visualizou o pagamento dos valores feitos na conta de sua advogada constituída à época”, diz trecho do depoimento.
Após essa verificação, Marcelinho afirmou ter entrado em contato com o autor do comentário, que, segundo ele, confirmou que a advogada havia recebido integralmente os valores.
O ex-jogador sustenta que não teve acesso ao dinheiro e que também não houve qualquer prestação de contas. Ele relata ainda que, após o saque, não conseguiu mais estabelecer contato com os responsáveis.
Ainda conforme o depoimento, a advogada teria realizado posteriormente um depósito parcial do valor em juízo, “no afã de se eximir da responsabilidade”. O montante devolvido não foi informado.
O caso foi inicialmente registrado como apropriação indébita e evoluiu para a abertura de inquérito policial.
Marcelinho também informou que apresentou uma representação contra a advogada junto à Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).

Com informações de G1

