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Uma mulher de 31 anos, identificada como Otaciane Teixeira Coelho, é investigada por integrar um grupo criminoso que aplicava golpes contra frequentadores de igrejas evangélicas no Distrito Federal, prometendo falsas heranças milionárias.
A mulher que se apresentava como herdeira de uma suposta fortuna para ludibriar fiéis em igrejas evangélicas no Distrito Federal foi identificada como Otaciane Teixeira Coelho, de 31 anos. Ela está sendo investigada por envolvimento em uma organização criminosa especializada no chamado “golpe da falsa herança”.
De acordo com a Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), a 16ª Delegacia de Polícia (Planaltina) já identificou mais de 160 vítimas. O esquema tinha como principal alvo frequentadores de igrejas evangélicas, que eram abordados com promessas de doações financeiras elevadas.
As investigações indicam que Otaciane se apresentava como uma mulher rica, alegando ter acesso a grandes quantias, supostamente oriundas de heranças ou valores bloqueados pela justiça. No entanto, para que o dinheiro fosse liberado, ela exigia o pagamento antecipado de taxas e tributos inexistentes.
Maior golpista
Apontada como a maior golpista do Pará, Otaciane já havia sido presa em 2021 por crimes semelhantes. Na época, ela se passava por herdeira de uma fortuna estimada em R$ 40 milhões.
A apuração também revelou que a suspeita responde a processos relacionados a fraudes envolvendo a compra de aeronaves, esquema que teria gerado cerca de R$ 15 milhões em lucros ilícitos.
Otaciane, juntamente com outras três mulheres e um homem, foi presa no dia 14 de abril durante a Operação Heres Ficta. O grupo poderá responder por organização criminosa, estelionato, falsificação de documentos e lavagem de dinheiro.
Conforme já divulgado, ela foi libertada após permanecer nove dias detida no Presídio Feminino do Distrito Federal (PFDF), localizado no Gama. Sua saída da unidade prisional ocorreu sob clima de tensão, revolta e um esquema atípico de segurança.
Do lado externo do presídio, um grupo de pessoas exaltadas aguardava a liberação da suspeita, todos com o mesmo objetivo: “Ter uma conversa” com a mulher, apontada como responsável por um dos maiores golpes recentes na região.
As apurações indicam ainda que o grupo utilizava empresas de fachada e contas em nome de terceiros para movimentar e ocultar os valores obtidos de forma ilegal, prática característica de lavagem de capitais.
Alerta às vítimas
A Polícia Civil orienta que possíveis vítimas compareçam a uma delegacia para registrar ocorrência e reforça o alerta para que a população desconfie de promessas de dinheiro fácil ou de doações condicionadas ao pagamento antecipado.

Com informações de Metrópoles

