Foto: Marcelo Camargo / Agência Brasil
Organização internacional aponta infiltração do crime organizado nas estruturas de poder do país após pedidos de indiciamento envolvendo membros do STF e o procurador-geral da República.
A Transparência Internacional divulgou, na terça-feira, 14, um comunicado em que manifesta preocupação com a presença do crime organizado em instituições centrais do Brasil. A nota veio à tona após o relator da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado, senador Alessandro Vieira (MDB-SE), solicitar o indiciamento de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e do procurador-geral da República, Paulo Gonet.
No texto oficial, a entidade ressalta que tais solicitações “devem fazer soar todos os alertas para o avanço da captura do Estado brasileiro”.
Além de Paulo Gonet, os pedidos também atingem os ministros do STF Alexandre de Moraes, Dias Toffoli e Gilmar Mendes.
A ONG reforçou que tanto o STF quanto a Procuradoria-Geral da República (PGR) constituem pilares fundamentais da democracia no país, destacando que cabe à nação protegê-los contra a atuação do crime organizado.
“As gravíssimas revelações de envolvimento de ministros no caso Master, somadas à omissão da Procuradoria-Geral da República, desencadearam uma crise de legitimidade sem precedentes do sistema de Justiça brasileiro, tanto no plano nacional quanto internacional”, afirmou a organização.
O decano do STF, ministro Gilmar Mendes, também comentou o pedido apresentado pelo relator da CPI. Segundo ele, a solicitação carece de base legal e levanta questionamentos sobre o papel das CPIs.
Recomposição do colegiado da CPI do Crime Organizado
O presidente do Senado Federal, Davi Alcolumbre (União-AP), encaminhou um ofício ao presidente da CPI do Crime Organizado, senador Fabiano Contarato (PT-ES), promovendo alterações na composição do colegiado. A mudança foi realizada pouco antes da votação do relatório final, prevista para esta terça-feira, 14.
A Transparência Internacional avaliou essa movimentação como uma articulação política “extremamente grave”.

Com informações de Revista Oeste

