Foto: STF
Ministro do STF admite erro ao citar homossexualidade em debate sobre liberdade de expressão, pede desculpas e volta a criticar declarações de Romeu Zema em meio a clima de tensão pública.
O ministro Gilmar Mendes, integrante do Supremo Tribunal Federal (STF), voltou atrás e reconheceu equívoco ao utilizar a homossexualidade como exemplo durante uma declaração sobre os limites da liberdade de expressão, feita em críticas ao ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo).
Em entrevista concedida à CNN Brasil nesta sexta-feira (24), o decano do STF afirmou que já havia se retratado anteriormente e reiterou o pedido de desculpas pela escolha inadequada do exemplo.
“Na verdade, foi um erro, que eu já me penitenciei e já pedi desculpas. Todos sabem que eu respeito muito a comunidade homossexual”.
Na sequência, Gilmar Mendes esclareceu o ponto que pretendia abordar ao tratar da liberdade de expressão. “Mas o que eu quis dizer é que não é livre, não há liberdade de expressão para ficar fazendo bonequinhos e imputando papéis a um. ‘Ah, fulano de tal é ladrão’. Isso não é liberdade de expressão. Isso é qualquer outra coisa”, afirmou.
A manifestação ocorre em meio à intensificação do clima de tensão pública entre o ministro e Zema nos últimos dias, marcada por troca de críticas. Em ocasião recente, Gilmar ironizou a forma de falar do ex-governador ao declarar que ele “fala um dialeto próximo do português, muitas vezes a gente não o entende”.
A reação de Zema veio por meio das redes sociais, em tom crítico ao distanciamento entre autoridades e a população. “O linguajar de brasileiros simples como eu é diferente do português esnobe dos intocáveis de Brasília”, escreveu.
O episódio evidenciou mais um capítulo de atrito entre membros do Judiciário e lideranças políticas, em um cenário de crescente debate sobre os limites da liberdade de expressão e o nível do discurso público.
Ainda durante a entrevista à CNN, o ministro também sugeriu a alteração do nome do inquérito das ‘fake news’. Além disso, o STF formalizou o senador Sérgio Moro (PL) como réu em razão de uma piada envolvendo Gilmar Mendes.

Com informações de Direita Online

