Foto: Ricardo Stuckert
O Partido dos Trabalhadores direcionou cerca de R$ 400 mil para impulsionar conteúdos críticos contra o senador Flávio Bolsonaro, gerando reação do Partido Liberal, que acionou o Tribunal Superior Eleitoral e apontou possível descumprimento das normas eleitorais.
O Partido dos Trabalhadores iniciou uma estratégia de impulsionamento pago de conteúdos críticos voltados ao senador Flávio Bolsonaro, mesmo tendo se posicionado anteriormente contra esse tipo de prática durante o debate das regras eleitorais. Diante disso, o Partido Liberal apresentou seis representações junto ao Tribunal Superior Eleitoral, alegando incoerência na conduta da legenda e possível infração às normas vigentes.
No período de elaboração das resoluções para as eleições de 2026, o TSE avaliou a possibilidade de autorizar o impulsionamento de conteúdos críticos. O PT manifestou-se contrário à proposta, argumentando que haveria risco ao equilíbrio eleitoral. Como resultado, a medida foi descartada, permanecendo a regra que restringe o impulsionamento pago à promoção de candidaturas e partidos, sem permissão para ampliar propaganda negativa contra adversários.
As representações protocoladas pelo PL apontam que o PT teria aplicado aproximadamente R$ 400 mil, em poucos dias, para promover peças contra Flávio Bolsonaro, alcançando mais de 21 milhões de impressões nas plataformas Facebook e Instagram. Entre os conteúdos citados estão campanhas intituladas “As mentiras da família Bolsonaro”, “Não te contaram tudo sobre o combustível”, “O Partido de Flávio Bolsonaro tem lado” e “Será que Flávio Bolsonaro quer acabar com o Pix?”, além de materiais envolvendo o Banco Master.
Em uma das ações apresentadas, o PL também alega a utilização de deep fake em conteúdos divulgados. O partido solicita a retirada imediata das publicações e a aplicação de multas que, somadas, ultrapassam R$ 4 milhões. O Tribunal Superior Eleitoral deverá avaliar se houve violação das regras eleitorais e uso indevido de impulsionamento pago com o objetivo de atingir adversários na política.

Com informações de Hora Brasília

