Foto: Emanuelle Sena/ AscomAGU
Organizações pró-vida realizam ato simbólico na capital federal com centenas de sapatinhos de bebê, contestando a indicação de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal e alertando para possíveis impactos legais sobre o aborto no país.
A organização CitizenGO Brasil, com apoio do Instituto Isabel, promove nesta terça-feira (28), às 10h, uma manifestação em Brasília, ao lado da catedral, onde serão colocados centenas de sapatinhos de bebê representando vidas perdidas por abortos no Brasil, em protesto contra a indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias, ao cargo de ministro do Supremo Tribunal Federal (STF).
De acordo com as entidades envolvidas, a eventual confirmação de Messias, indicado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, é vista como um risco de avanço na consolidação legal do aborto no Brasil, inclusive até o nono mês de gestação.
Segundo o Instituto Isabel, organização voltada à defesa de direitos fundamentais, com atuação na proteção de crianças, adolescentes e da família, a mobilização ocorre em resposta ao histórico de Jorge Messias, que, conforme a entidade, “defendeu o aborto em casos de bebês viáveis e contribuiu para a suspensão de resoluções que impediam a assistolia fetal”.
De acordo com a CitizenGO Brasil, Jorge Messias “defendeu expressamente o aborto até o momento do nascimento, inclusive em casos em que o bebê é viável e poderia ser encaminhado para adoção”.
“Não estamos diante de um debate teórico, mas de vidas humanas reais que estão sendo assassinadas, com respaldo institucional”, disse a diretora de campanhas da CitizenGO Brasil, Glauciane Teixeira. “Os sapatinhos no centro de Brasília são um chamado direto às autoridades: não se pode ignorar essa realidade. O Brasil precisa de ministros que defendam a vida, não de decisões que permitam sua eliminação até o nascimento.”
A petição intitulada “Diga NÃO a Messias no STF!”, promovida pela CitizenGO, já reúne 16.630 assinaturas e solicita às autoridades que rejeitem a nomeação de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal, sob o argumento de que sua confirmação pode abrir caminho para a consolidação legal do aborto no país, inclusive até o nono mês de gestação.

Com informações de ACI Digital

