Foto: SAUL LOEB/AFP
Declaração do ex-presidente dos Estados Unidos indica possível escalada contra Cuba após período de foco no Irã, enquanto o governo cubano reafirma soberania e rejeita interferência externa.
O ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sinalizou nesta segunda-feira (13) que poderá voltar sua atenção para Cuba após o atual momento de tensão envolvendo o Irã, reacendendo o clima de confronto entre Washington e Havana.
O líder republicano, que já vinha adotando uma postura de constantes ameaças contra a ilha, afirmou que os Estados Unidos podem “dar uma passada” em Cuba assim que a situação com o Irã for resolvida. Esse posicionamento surge como mais um episódio de agravamento nas relações entre os dois países, intensificadas desde janeiro, quando forças norte-americanas capturaram Nicolás Maduro.
Na semana anterior, diante de uma série de ataques verbais e pressões por parte dos Estados Unidos, o presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel, declarou de forma categórica que não pretende renunciar ao cargo para atender às exigências da administração norte-americana. Em entrevista recente a um veículo de comunicação dos EUA, o dirigente cubano reforçou o discurso de resistência, destacando que o destino político da nação será definido exclusivamente pelo povo cubano, sem qualquer ingerência estrangeira.
No domingo, Díaz-Canel voltou a rejeitar qualquer possibilidade de mudança no comando do país. “A pessoa que está na liderança em Cuba não é eleita pelo governo dos EUA. Não tem um mandato do governo dos EUA”, disse Canel em entrevista exclusiva à NBC News na quinta-feira, 9, distribuída abertamente neste domingo, 12, no site. E afirmou: “Temos um Estado soberano livre. Temos autodeterminação e independência. Não estamos sujeitos ao desejo dos EUA.”
Após um período em que a atenção da política externa de Washington esteve concentrada no confronto com o Irã, Cuba voltou a ocupar posição de destaque nas prioridades de Trump. A administração republicana tem intensificado sua ofensiva diplomática e econômica contra o regime cubano, em um movimento que analistas apontam como tentativa de redirecionar o foco do noticiário internacional e reafirmar sua influência no cenário global.

Com informações de Jovem Pan

