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Ministro do Supremo Tribunal Federal se afasta de análise envolvendo prisão de ex-presidente do BRB, enquanto julgamento já registra dois votos favoráveis à manutenção da detenção.
O ministro Dias Toffoli, integrante do Supremo Tribunal Federal (STF), declarou-se suspeito para participar da análise do referendo que trata da prisão do ex-presidente do Banco de Brasília (BRB), Paulo Henrique Costa. O julgamento teve início na manhã desta quarta-feira (22/4), no plenário virtual da Corte.
Até o momento, o placar está em 2 a 0, com o ministro Luiz Fux acompanhando o voto do relator do caso, André Mendonça, favorável à manutenção da prisão.
Conforme já havia sido revelado em março, a suspeição de Toffoli não se limita a este caso específico, abrangendo todos os processos relacionados. Na ocasião, o ministro afirmou que a decisão se baseia em “questões de foro íntimo” e que se estende a todos os casos presentes e futuros ligados ao inquérito do Caso Master. A manifestação ocorreu durante a análise do referendo da prisão do banqueiro Daniel Vorcaro.
Toffoli havia deixado a relatoria do inquérito do Caso Master em fevereiro. Posteriormente, o processo foi encaminhado ao ministro André Mendonça, também membro da Segunda Turma do STF, responsável pelo julgamento em curso nesta quarta-feira.
Voto
Em voto apresentado nesta manhã, Mendonça reiterou seu posicionamento pela manutenção da prisão do ex-presidente do BRB. Segundo o ministro, as medidas cautelares alternativas não seriam suficientes diante da complexidade do esquema investigado, do nível de articulação dos envolvidos e da continuidade das práticas de lavagem de dinheiro.
“Diante do grau de articulação dos investigados, da natureza empresarial e documental do esquema, da possibilidade de influência sobre pessoas, documentos e fluxos financeiros, bem como da permanência dos atos de lavagem, providências como comparecimento periódico, proibição de contato ou monitoração eletrônica mostram-se insuficientes para neutralizar os riscos concretos identificados”, disse o ministro no voto.
Além de Paulo Henrique Costa, Mendonça também votou pela manutenção da prisão preventiva do advogado Daniel Monteiro, que atuava ao lado do banqueiro Daniel Vorcaro nas negociações com o banco da capital federal.

Com informações de Metrópoles

