Foto: Vatican Media
Durante visita oficial à Guiné Equatorial, o papa Leão XIV fez um alerta contundente sobre os impactos da evolução tecnológica, associando-a à exploração de recursos naturais, ameaças à criação e riscos à saúde pública.
Em agenda oficial nesta segunda-feira (21), na Guiné Equatorial, o papa Leão XIV dirigiu-se a autoridades, representantes da sociedade civil e membros do corpo diplomático, no palácio presidencial, para alertar sobre os efeitos da rápida transformação tecnológica no cenário global, destacando riscos à criação, à saúde e aos direitos humanos.
O pontífice manifestou preocupação com a velocidade das inovações tecnológicas e seus desdobramentos, afirmando que esse processo tem impulsionado a especulação sobre matérias-primas, trazendo consequências negativas para a criação e a saúde pública.
Durante o pronunciamento, realizado logo após a cerimônia de recepção oficial, o papa declarou: “Não se pode esconder, por exemplo, que a vertiginosa evolução tecnológica a que assistimos acelerou uma especulação ligada à necessidade de matérias-primas”.
Na sequência, ele destacou que esse movimento tem negligenciado princípios essenciais: “Essa mudança parece fazer esquecer exigências fundamentais como a salvaguarda da criação, os direitos das comunidades locais, a dignidade do trabalho e a proteção da saúde pública”.
O líder da Igreja Católica ressaltou ainda que o contexto atual exige discernimento ético claro e urgente diante dos desafios contemporâneos.
Leão XIV também apontou que, no cenário global, os conflitos armados têm relação direta com a exploração de recursos naturais, afirmando que “a proliferação dos conflitos armados tem entre os seus principais motivos a colonização de jazidas petrolíferas e minerais, sem qualquer respeito pelo direito internacional e pela autodeterminação dos povos”.
Além disso, o papa advertiu que as tecnologias modernas estão sendo orientadas por uma lógica de dominação, o que agrava ainda mais o cenário internacional.
“As próprias novas tecnologias surgem concebidas e utilizadas principalmente para fins bélicos e em contextos que não deixam vislumbrar um aumento de oportunidades para todos”, disse ele.
O pontífice também alertou para as consequências de uma condução irresponsável por parte das lideranças globais, afirmando que “sem uma mudança de rumo na assunção de responsabilidade política (https://rededaverdade.com.br/category/editorial/politica/) e sem respeito pelas instituições e pelos acordos internacionais, o destino da humanidade corre o risco de ser tragicamente comprometido”.
Por fim, reforçou que tais práticas não podem ser justificadas sob nenhuma circunstância: “Deus não deseja isso. O Seu Santo Nome não pode ser profanado pela vontade de domínio, pela prepotência e pela discriminação: acima de tudo, não deve nunca ser invocado para justificar escolhas e ações de morte”.

Com informações de ACI Digital

