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Audiência por videoconferência foi remarcada após anulação da primeira tentativa, diante de falhas apontadas pela defesa do investigado.
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, determinou a realização de um novo depoimento no processo que apura o vazamento de informações sigilosas envolvendo seu ex-assessor Eduardo Tagliaferro, retomando um caso que ganhou ampla repercussão nacional.
O interrogatório de Eduardo Tagliaferro foi reagendado para o dia 28 de abril, às 14h, e ocorrerá por videoconferência, conforme decisão do magistrado. A audiência faz parte da fase de instrução do processo, etapa em que são colhidos depoimentos antes do julgamento. Além do ex-assessor, outras cinco testemunhas também deverão prestar esclarecimentos.
A nova data foi estabelecida após a anulação da audiência anterior, inicialmente prevista para o dia 17 de março, quando Tagliaferro não compareceu. Na avaliação do ministro, houve prejuízo ao direito de defesa, após a Defensoria Pública da União apontar falhas no procedimento, incluindo prazo insuficiente para preparação.
Antes da anulação, a DPU havia destacado fatores que poderiam comprometer a legalidade da audiência. Entre os pontos levantados estão:
• Falta de tempo adequado para preparar a defesa
• Ausência de intimação prévia para indicação de advogados
• Convocação feita de forma emergencial
• Risco de prejuízo ao contraditório
Após reconhecer as irregularidades, o ministro determinou que o ex-assessor regularizasse sua representação legal no processo. Diante da demora na definição de advogados, a Defensoria Pública da União foi oficialmente designada para assumir sua defesa.
Atualmente residindo na Itália, Tagliaferro não é obrigado a comparecer à audiência nem a responder aos questionamentos durante o interrogatório. Ainda assim, o depoimento é considerado uma etapa relevante para o andamento do processo, podendo influenciar na análise final do caso.
Tagliaferro exercia função estratégica ligada ao combate à desinformação no gabinete de Moraes e é acusado de ter repassado à imprensa diálogos sigilosos. As mensagens incluem comunicações internas do Supremo Tribunal Federal e do Tribunal Superior Eleitoral, com conteúdos que mencionariam investigações envolvendo aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Com informações de Terra Brasil Notícias

