FOTO: Rosinei Coutinho/STF
Ministra reconhece aumento das críticas ao Supremo, afirma que atua com honestidade e defende maior abertura do tribunal para recuperar a confiança pública.
A ministra do Supremo Tribunal Federal (STF), Cármen Lúcia, declarou nesta segunda-feira (13), durante compromisso em São Paulo, que a Corte atravessa um período marcado por forte pressão e questionamentos por parte da sociedade, reconhecendo a gravidade do cenário atual.
“Não se vivia este momento que estamos vivendo, relativamente ao Supremo, no tipo de questionamento que hoje é arguido. Eu tenho bem a ciência da relevância do momento da tensão que se vive neste momento”, declarou.
Ao longo de sua exposição na Fundação FHC, localizada na região central da capital paulista, a magistrada abordou os desafios enfrentados internamente pelos ministros, ressaltando o elevado volume de processos e a crescente pressão sobre as decisões judiciais. Conforme explicou, a atuação no STF ocorre em meio a uma verdadeira “avalanche de atividades”, o que dificulta atender plenamente às demandas vindas da sociedade.
Cármen Lúcia também respondeu às críticas direcionadas à sua conduta, assegurando que suas ações seguem estritamente os parâmetros legais. Ao encerrar sua fala, enfatizou que não pratica qualquer irregularidade no exercício da função.
“Podem dormir sossegados. Eu não faço nada errado, nem nada que não seja rigorosamente honesto nos termos que eu aprendi.”
Ao abordar a questão da transparência, a ministra vinculou o tema ao aumento das críticas dirigidas ao Supremo e ao contexto de maior pressão institucional. Segundo ela, parte das observações feitas ao tribunal corresponde à realidade enfrentada atualmente.
“Nesse momento de maior tensão, em que se questiona tanto o próprio Supremo na sua dinâmica, uma parte do que eu escuto é fato: mais tenso, muito mais difícil a vida de todos.”
Ela defendeu que a Corte deve ampliar sua abertura e aprimorar a comunicação com a população, como forma de fortalecer a confiança no Judiciário.
“É preciso mesmo que saia, tem que saber como sair, para onde sair e como é que eu torno isso transparente. Todo mundo sabe, no Brasil hoje, que eu estou agora aqui de manhã. As minhas agendas são públicas. Eu acho que quanto mais se der essa transparência, essa explicação, tanto melhor para o para o Poder Judiciário, para o Supremo Tribunal Federal.”
Por fim, a ministra acrescentou que o STF não pode manter o mesmo funcionamento de antes, destacando que mudanças vêm sendo discutidas ao longo dos últimos anos, embora ainda existam aspectos que necessitam de aperfeiçoamento.

Com informações de G1

