Foto: Anna Moneymaker/Getty Images
Relatório oficial dos Estados Unidos coloca o Brasil entre os principais fornecedores de insumos químicos usados na produção de drogas ilícitas em escala mundial.
Um documento elaborado pelo Departamento de Estado dos Estados Unidos durante a gestão de Donald Trump identificou o Brasil como uma das principais origens de substâncias químicas empregadas na fabricação de entorpecentes, levantando preocupações sobre o papel do país no cenário internacional do narcotráfico.
De acordo com o relatório, obtido pela coluna e produzido pela administração americana, o Brasil figura entre os “países e jurisdições identificados como principais fontes de substâncias químicas precursoras ou essenciais utilizadas na produção de narcóticos ilícitos”.
Sob o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o Brasil aparece listado ao lado de países como China, Venezuela, Coreia do Norte, Colômbia, Índia, México, Bolívia, Afeganistão e Tailândia. Conforme o Departamento de Estado, o país atua como fornecedor de matérias-primas utilizadas na produção de drogas em diferentes regiões do mundo, incluindo na América do Sul.
“Esses insumos continuam sendo desviados por rotas ilegais e utilizados na produção de cocaína no país”, descreve o estudo ao abordar a situação da Bolívia. “Relatórios indicam que a maior parte desses produtos químicos tem origem no Brasil, na Argentina, no Chile e na China”, aponta o documento.
O relatório do Departamento de Estado norte-americano é considerado uma ferramenta central para avaliar como diferentes países lidam com o narcotráfico e a lavagem de dinheiro. A análise inclui aspectos como legislações, atuação das autoridades, desempenho do Judiciário e nível de cooperação internacional, funcionando como um panorama global do enfrentamento ao crime organizado.
Além de identificar rotas do tráfico e estruturas financeiras ilegais, o documento também serve de base para decisões de política externa dos Estados Unidos, influenciando acordos bilaterais, cooperação em segurança e até ações de pressão diplomática.

Com informações de Metrópoles

