Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil
Presidente afirma que o país não necessita do modelo cívico-militar na rede pública e defende uniformidade no ensino sob diretrizes do Plano Nacional de Educação.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) declarou nesta terça-feira (14), durante cerimônia no Palácio do Planalto, que o Brasil não precisa de escolas cívico-militares. A fala ocorreu na ocasião da sanção do Plano Nacional de Educação (PNE).
O chefe do Executivo destacou que o PNE representa um retrato do que foi alcançado, ressaltando que a intenção não é agir contra, mas demonstrar que o país não necessita desse modelo na rede pública gratuita. “Isso aqui [o PNE] é um retrato do que nós conseguimos fazer, não contra, mas para mostrar que o Brasil não precisa, na sua educação pública e gratuita, de uma escola cívico-militar”, disse Lula.
No ano de 2023, a atual gestão federal decidiu encerrar o Programa Nacional das Escolas Cívico-Militares (Pecim), iniciativa criada durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
Após o término do programa federal, diversos governadores passaram a implementar projetos estaduais voltados a esse tipo de ensino. Lula reconheceu que o modelo cívico-militar pode ser relevante para estudantes que pretendem seguir carreira nas Forças Armadas.
“Quando uma menina ou um menino resolverem seguir a sua carreira militar, eles vão se preparar militarmente. Mas enquanto eles quiserem estudar, eles têm que estudar a mesma coisa que estudam 220 milhões de brasileiros sob a orientação do Ministério da Educação deste país”, enfatizou.
Durante o evento, o presidente também reforçou que o cumprimento do Plano Nacional de Educação deve ocorrer independentemente de posicionamentos partidários.
“Temos a responsabilidade de não permitir ninguém, do partido que seja, de não exercitar o que está previsto no Plano Nacional de Educação”, disse.

Com informações de Gazeta do Povo

